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BRASIL, Centro-Oeste, SENADOR CANEDO, Mulher, de 26 a 35 anos, Portuguese, Livros, Cinema e vídeo
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PRA SIMA!


POIZÉ!

 



Escrito por SIMA às 10h29
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Amiga dona de casa ou a cenourinha nossa de cada dia

Quando eu era criança pequena lá em Barbacena, esticava o olho na lancheira dos colegas e fazia mó cara de nojo quando via bolo de cenoura.
Após o mal estar inicial, pensava aliviada:
_ Ainda bem que minha mãe não me obriga a comer esse trem!
Vê se pode? Quando tomei coragem de provar o bendito, não acreditei no tempo que havia perdido!
Depois de crescida, tornei-me a natureba lá de casa.
Fazer marido comer fruta é um trabalho hercúleo.
Meus sucos com hortaliças escondidas também nunca o seduziram.
Com as crianças já não é assim... menos mal, nénão?
Ralo cenoura redondinha e fininha e eles adoram como petisco, deixando mamãe feliz na intensidade cinco!
Outra função da cenoura, bem raladinha, é dar algum valor ao sem-vergonha macarrão instantâneo.
Embora lá em casa só entre aquela marca infantil com vitaminas e menos sódio, não boto muita fé, viu?
E nunca gostei daquilo, mas minha galerinha PIRA naquele trem.
E marido também, afe!
Proibir não vou. Então dou uma enriquecida...
Durante um tempo utilizei a cenoura antes das refeições pra controlar o apetite VORAZ que toma conta da minha pessoa dia sim, outro também.
Recomendo.



Escrito por SIMA às 17h15
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Para enxergar e combater (Clara, de novo) (é, me empolguei)

Já ouvi, neste mundo velho sem porteira, várias mulheres indignadas com reivindicações feministas dizendo que jamais foram vítimas de machismo ou que isso ou aquilo é exagero.
Me dói o coração ver mulheres financeiramente independentes e sexualmente livres falando contra o feminismo, que, afinal, luta para que ninguém meta a mão nessas liberdades, mas sei que isso não passa de ignorância acerca do que significa ser feminista. Toda, eu disse TODA a mulher já foi vítima de machismo em algum momento da vida. Vivemos em uma sociedade patriarcal e é assim que é.
Se dizem a uma menina de 8 anos que ela não pode jogar futebol, ela estará o que? Sendo vítima de machismo.
“Ser vítima” de machismo não significa apenas apanhar do marido, amgs.
O machismo não é só escancarado; o machismo “sutil” está em todos os lados.
Aí você escuta aquele argumento “mas ain, a diretora financeira da minha empresa é mulher e ganha mais do que todo mundo blablabla”.
Pois bem: pergunte a ela se não houve um momento que algum sujeitinho tenha se sentido aviltado por receber ordens de uma mulher, ou se a competência dela, ao longo de sua carreira e até alcançar este cargo, jamais foi questionada apenas pelo fato dela ser mulher.
Pergunte àquela executiva casca grossa se não tem gente que diz que ela “age como um homem” na hora de tomar decisões (porque né, mulher é molenga e toma decisões com o coração ¬¬).
Pergunte a alunas de escola e de faculdade se elas em algum momento já não tiveram suas opiniões e posições diminuídas por colegas e professores homens.
Pergunte a mulheres que participam de coletivos mistos ou que são filiadas a partidos se elas já não foram silenciadas em reuniões.
Veja lá o caso da bandeirinha que ora, pode até ter feito cagada, mas não vejo nenhum bandeirinho que errou recebendo sugestões para trabalhar no clube das mulheres e ganhar a vida com o corpo.
Preste atenção se exigem dos homens o mesmo padrão estético que exigem das mulheres. Ninguém nunca chegou pra um CEO de uma empresa milionária e disse “mas é feio, coitado, não entendo por que não se cuida”. Quer dizer, não adianta a mina vencer na vida corporativa se ela não se enquadrar no idealzinho de beleza deste mundo.
Veja bem o que ocorre quando um cara bem sucedido aparece com uma mulher fora do padrão de beleza; vão dizer que ele pode “conseguir coisa melhor”. Coisa.
E se a colega de classe média, mesmo se fazendo essas perguntas, não achar que o machismo está aí vivão, sugiro que tente ver um pouco além das mulheres com quem convive e preste atenção em outras classes sociais. Sair um pouco da bolha é sempre bom pra botar um pezinho na realidade, né?
Pra mim foi muito bom.
Preste atenção, olhe em volta e mesmo sem ter olhos treinados (porque só porque você não vê, não significa que não está lá) vai conseguir captar os machisminhos que permeiam a vida de toda e qualquer mulher.
Se nós não conseguirmos enxergar, não teremos como deixar de reproduzir e começar a combater.



Escrito por SIMA às 08h52
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FEMINISMO FOR DUMMIES - MÓDULO I (Clara Averbuck)

É assustadora a quantidade de gente que não sabe o que é feminismo. Ninguém tem a obrigação de saber, é claro, mas a partir do momento em que você decide opinar sobre um assunto, é de bom tom saber do que se trata.  As pessoas são "contra" o feminismo sem sequer saber o que significa.
É comum escutar:
"Não sou feminista, sou feminina",
"Não sou feminista e nem machista",
"Não sou feminista e nem machista, sou humanista",
"Não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos".
Bom, vamos lá.
Feminismo não prega ódio, feminismo não prega a dominação das mulheres sobre os homens. Feminismo clama por igualdade, pelo fim da dominação de um gênero sobre outro. Feminismo não é o contrário de machismo. Machismo é um sistema de dominação. Feminismo é uma luta por direitos iguais.
Então se você diz "não sou feminista, acho que todos deveriam ser tratados igualmente e ter os mesmos direitos" você está dizendo, exatamente: "não sou feminista, mas sou feminista". E se você se diz humanista, bom, acredito que saiba então que o humanismo é uma filosofia moral baseada na razão humana e na ética, que coloca o ser humano acima do sobrenatural, de deuses, de dogmas religiosos, da pseudociência e das superstições e que não tem nada a ver com o assunto.
Existe essa grande falha lógica que é o sujeito achar que você tem que ser contra uma coisa pra ser a favor de outra; neste caso, "contra" os homens para ser "a favor" das mulheres. O feminismo não luta contra os homens, e sim contra o supracitado sistema de dominação, que, veja só, privilegia os homens e foi criado por... homens. Fica clara a diferença entre lutar contra um sistema e lutar contra todo um gênero?
Feminismo não tem nada a ver com deixar de usar batom, salto ou dar de quatro. Ninguém vai confiscar sua carteirinha de feminista se você usar rímel. Mas te abre para a possibilidade de só usar maquiagem quando quiser, não porque tem que obrigatoriamente estar impecável e linda todos os dias a enfeitar o mundo.
Feminismo não tem nada a ver com ser inimiga dos homens. É claro que existem feministas misândricas, mas você não é obrigada a ser uma delas.
Feminismo não tem nada a ver com esconder o corpo; muito pelo contrário, exigimos o direito de andar com a roupa que bem entendermos sem assédio ou constrangimentos. Taí a Marcha das Vadias que não me deixa mentir.
Feminismo não tem nada a ver com não ter filhos, e sim com a escolha de como e quando esses filhos virão, e se virão.
Feminismo não tem nada a ver com não ser feminina. E nem com ser.
Feminismo tem a ver com liberdade, com eu, você, elas e eles podermos todos viver e ser sem ninguém dando pitaco em como devemos nos portar, como devemos nos vestir, o que devemos dizer, do que devemos fazer com nossos corpos.
Outra coisa importante: nem todas as feministas estão de acordo a respeito de todos os tópicos. Cada um constrói seu feminismo. Como disse a Tavi Gevinson, a jovem editora da RookieMag, em uma palestra do TEDxTeen, o feminismo não é um livro de regras, mas uma discussão, uma conversa, um processo. E cada um tem o seu. Feminismo, caros, não é uma seita que reprime e excomunga quem quebra seus preceitos.
Vale sempre lembrar que o mundo machista também oprime os homens com esse negócio de que eles têm que ser os provedores, que eles têm que ser durões, que não podem chorar, que não podem demonstrar nenhuma característica atribuída ao feminino porque isso é considerado uma fraqueza - já que as mulheres são consideradas mais fracas, logo, inferiores. Gay é "xingamento" porque ser gay é ser um homem mulherzinha. Gente, não dá mais isso, 2013, sabe? Chega de reproduzir conceitos sem sequer parar para pensar neles.
Há um teste simples pra saber se você é feminista.
1. Você concorda que uma mulher deve receber o mesmo valor que um homem para realizar o mesmo trabalho?
2. Você concorda que mulheres devem ter direito a votarem e serem votadas?
3. Você concorda que mulheres devem ser as únicas responsáveis pela escolha da profissão, e que essa decisão não pode ser imposta pelo Estado, pela escola nem pela família?<
4. Você concorda que mulheres devem receber a mesma educação escolar que os homens?
5. Você concorda que cuidar das crianças seja uma obrigação de ambos os pais?<
6. você concorda que mulheres devem ter autonomia para gerir seu dinheiro e seus bens?
7. Você concorda que mulheres devem escolher se, e quando, se tornarão mães?
8. Você concorda que uma mulher não pode sofrer violência física ou psicológica por se recusar a fazer sexo ou a obedecer ao pai ou marido?
9. Você concorda que atividades domésticas são de responsabilidade dos moradores da casa, sejam eles homens ou mulheres?
10. você concorda que mulheres não podem ser espancadas ou mortas por não quererem continuar em um relacionamento afetivo?
Respondeu sim pra tudo?
Está confortável na cadeira?
Você é feminista. Uau!
Você não precisa ser ativista para ser feminista. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Se você acredita na igualdade de direitos entre homens e mulheres, você é feminista.
As pessoas confundem feminismo com um monte de coisas. As pessoas têm medo da palavra FEMINISMO.
Feminismo. Feminista. Feminismo. Feminista. FE-MI-NIS-MO.
Feminismo é sobre liberdade.
E é difícil ser realmente livre neste mundo.
Em tempo, ninguém concorda o tempo todo com todo mundo. Então pode parar com isso de "as feministas dizem que" como se estivesse falando de uma religião. De novo: o feminismo não é uma seita. Cada um pratica como acha que deve.
Ósculos e amplexos,
c.



Escrito por SIMA às 08h49
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- Pizzaria Google, boa noite! 

- De onde falam?

- Pizzaria Google, senhor. Qual é o seu pedido?

- Mas este telefone não era da Pizzaria do...

- Sim senhor, mas a Google comprou a Pizzaria e agora sua pizza é mais completa.

- OK. Você pode anotar o meu pedido, por favor?

- Pois não. O Senhor vai querer a de sempre?

- A de sempre? Você me conhece?

- Temos um identificador de chamadas em nosso banco de dados, senhor.  Pelo  que temos registrado aqui, nas últimas 53 vezes que ligou, o senhor pediu meia quatro queijos e meia calabresa.

- Puxa, eu nem tinha notado! Vou querer esta mesmo...

- Senhor, posso dar uma sugestão?

- Claro que sim. Tem alguma pizza nova no cardápio?

- Não senhor. Nosso cardápio é bem completo, mas eu gostaria de

sugerir-lhe meia ricota, meia rúcula.

- Ricota ??? Rúcula ??? Você ficou louco? Eu odeio estas coisas.

- Mas, senhor, faz bem para a sua saúde. Além disso, seu colesterol não anda bom...

- Como você sabe?

- Nossa Pizzaria tem o banco de dados mais completo do planeta. Nós temos  o banco de dados do laboratório em que o senhor faz exames também. Cruzamos seu número de telefone com seu nome e temos o resultado dos seus  exames de colesterol. Achamos que uma pizza de rúcula e ricota seria  melhor para sua saúde.

- Eu não quero pizza de queijo sem gosto e nem pizza de salada. Por isso tomo meu remédio para colesterol e como o que eu quiser...

- Senhor, me desculpe, mas acho que o senhor não tem tomado seu remédio ultimamente.

- Como sabe? Vocês estão me vigiando o tempo todo?

- Temos o banco de dados das farmácias da cidade. A última vez que o senhor comprou seu remédio para colesterol faz 3 meses. A caixa tem 30 comprimidos.

- Porra! É verdade. Como vocês sabem disto?

- Pelo seu cartão de crédito...

- Como?!?!?

- O senhor tem o hábito de comprar remédios em uma farmácia que lhe dá  desconto se pagar com cartão de crédito da loja. E ainda parcela em 3 vezes sem acréscimo...Nós temos o banco de dados de gastos com cartão na farmácia. Há 2 meses o senhor não compra nada lá, mas continua usando seu  cartão de crédito em outras lojas, lojas, o que significa que não o perdeu, apenas deixou de comprar remédios.

- E eu não posso ter pago em dinheiro? Agora te peguei...

- O senhor não deve ter pago em dinheiro, pois faz saques semanais de R$  250,00 para sua empregada doméstica. Não sobra dinheiro para comprar remédios. O restante o senhor paga com cartão de débito.

- Como você sabe que eu tenho empregada e quanto ela ganha?

- O senhor paga o INSS dela mensalmente com um DARF. Pelo valor do  recolhimento dá para concluir que ela ganha R$ 1.000,00 por mês. Nós temos o banco de dados dos Bancos também. E pelo seu CPF...

- ORA VÁ SE DANAR !

- Sim senhor, me desculpe, mas está tudo em minha tela. Tenho o dever de  ajudá-lo. Acho, inclusive, que o senhor deveria remarcar a consulta que o senhor faltou com seu médico, levar os exames que fez no mês passado e pedir uma nova receita do remédio.

- Por que você não vai à m....???

- Desculpe-me novamente, senhor.

- ESTOU FARTO DESTAS DESCULPAS. ESTOU FARTO DA INTERNET, DE COMPUTADORES, DO SÉCULO XXI, DA FALTA DE PRIVACIDADE, DOS BANCOS DE DADOS E DESTE PAÍS...

- Mas senhor...

- CALE-SE! VOU ME MUDAR DESTE PAÍS PARA BEM LONGE. VOU PARA AS ILHAS FIJI OU ALGUM LUGAR QUE NÃO TENHA INTERNET, TELEFONE, COMPUTADORES E GENTE ME VIGIANDO O TEMPO TODO...

- Sim, senhor...entendo perfeitamente.

- É ISTO MESMO! VOU ARRUMAR MINHAS MALAS AGORA E AMANHÃ MESMO VOU SUMIR  DESTA CIDADE.

- Entendo...

- VOU USAR MEU CARTÃO DE CRÉDITO PELA ÚLTIMA VEZ E COMPRAR UMA PASSAGEM SÓ DE IDA  PARA ALGUM LUGAR BEM LONGE DE VOCÊ !!!

- Perfeitamente...

- E QUERO QUE VOCÊ ME ESQUEÇA!

- Farei isto senhor... ...(silêncio de 1 minuto)

- O senhor está aí ainda?

- SIM, PORQUE? ESTOU PLANEJANDO MINHA VIAGEM...E PODE CANCELAR MINHA PIZZA.

- Perfeitamente. Está cancelada. ...(mais um minuto de silêncio) - Só mais uma coisa, senhor...

- O QUE É AGORA?

- Devo lhe informar uma coisa importante...

- FALA ...

- O seu passaporte está vencido.



Escrito por SIMA às 11h00
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Sobre telha, tijolo e um certo caráter duvidoso

Dia desses, Lady Daiane ficou indignada pq Patricinhas demonstraram desconhecer Nando Reis.

Lana Sousa ficou indignada pq não teve MULTIDÃO no lançamento do livro do Oscar Filho.

E eu, fiquei indignada ao encarar que FERNANDO PELLOZO não desiste da política.

Não dá pra dizer que UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA.

O assunto é gente, nénão? Gente é gente.

Em época de eleição recebo coisinhas bonitinhas e singelas do tipo “a política passa, os amigos ficam.”

Verdade. Os AMIGOS (com A maiúsculo) esses ficam mesmo.

Mas isso independe de política, não precisa de mensagenzinha.

Raciocina comigo: Tu conhece uma pessoa MUITO bacana. Uma pessoa nota 10, incrível mesmo, dessas que não se encontra facilmente por aí. Uma pessoa cuja estória de vida te comove, te faz torcer por ela, te faz querer estar junto dela (cá estou). Uma pessoa cujas conquistas são suadas e legítimas. Cujos ideais não morrem no seu portão, mas alcançam os vizinhos, o outro bairro, a cidade inteira. A pessoa é competente, é generosa, é amiga, humana e acaba estimulada a exercer a tal política representativa. Assim é representante de classe, presidente de CA, diretor de uma unidade de saúde, e outra, e mais outra. E os estímulos para exercer a tal política representativa não cessam. Do que adianta, minha gente? Do que adianta uma pessoa assim se colocar à disposição se na hora do vamuvê, o que a gente escuta é:

_ Nossa, o Fernando podia ganhar, né? Meu voto é dele, viu? Mas tem que ser escondido pq eu tenho que apoiar fulano senão perco meu emprego.

_ Olha, eu queria votar no Fernando, mas se eu não ajudar fulano vou ser prejudicado.

_ Vc sabe que sou seu amigo, né? Mas tenho que trabalhar pra fulano, senão...

Senão o quê, minha gente?

Se eu não votar num picareta e ainda estimular todo mundo a fazer igual, vou me dar mal.

EU VOU ME DAR MAL.

E não vai se dar mal colocando o poder de decisão na mão de quem não presta?

Vai se dar mal e ainda vai levar todo mundo junto.

Que raio de gente é essa?

Gente que não tem competência pra se manter num trabalho sem rabo preso

Gente que não tem personalidade de, querendo apoiar mas não podendo, manter-se neutro, sem arrastar ninguém pro lado errado.

Gente que depois vem dar tapinha nas costas e dizer que lamenta.

Ah, vá!

 

 



Escrito por SIMA às 17h37
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ITAUcredo em cruz!

Segunda-feira, 03 de Março de 2014 - 09:39

Incomodando e cobrando de quem não deve!!!

A empresa Itaucred achou uma forma inteligente e inovadora de receber suas dívidas: importunando todo mundo -até quem não deve- com a esperança de que terceiros trabalhem como cobradores para o Itaú e, dessa forma, quem sabe, eles recebam suas dívidas e fiquem um pouco mais ricos.

A Itaucred iniciou uma campanha de ligações eletrônicas na minha casa, à partir das 06:00 da manhã, e também às 20:00, desde o dia 01/03/2014 (e não parou mais), onde uma gravação cobra de um tal de Francinaldo, que deve ter dado meu número, mas não conheço e não mora aqui, e não há santo que faça com que a inteligente e inovadora empresa pare de ligar.

Deve haver alguma lei nesse país que proteja pessoas que tem mais o que fazer - e que não devem- de empresas chulas que se dão ao direito de incomodar qualquer um pra receber a todo custo.

Pelo menos tenho esperança de que o ReclameAQUI nos ajude, pois é exatamente pra não ser importunado por empresas toscas como essas (parabéns ao idealizadores dessa modalidade de cobrança desrespeitosa) que pago o que devo religiosamente em dia!!!

ITAUCRED FONE FÁCIL: VÁ COBRAR DE QUEM TE DEVE!!!!!!!!!!!!!!

http://www.reclameaqui.com.br/8115320/itaucred/incomodando-e-cobrando-de-quem-nao-deve/

 

em 05/03 entre 9h30 e 10h00 protocolo Patrícia/ 274 541 468 protocolo Gerusa/274 544 420

Garantiram uma resposta em 5 dias.

Veja só: uma RES-POS-TA, não uma solução.

Porém, não  recebi nem uma, nem outra.

Nada aconteceu.

 

Sábado, 08 de Março de 2014 - 09:56

COBRANDO INSISTENTEMENTE DE QUEM NADA DEVE

O problema continua: TODOS OS DIAS, religiosamente âs 06h09min, uma gravação irritante da empresa ITAUCRED tem sido o despertador de toda a casa. Pra completar o serviço chato, de incomodar a quem não deve ao Itaú (pois é, não comprei nada, ligam cobrando um terceiro que deu o telefone da minha casa), as ligações se repetem durante o resto do dia e à noite. Parece um daqueles problemas insolúveis, de muito difífil resolução por parte da equipe competente... Mas ainda aguardo solução. ITAUCRED FONE FÁCIL: VÁ COBRAR APENAS DE QUEM TE DEVE!!!!!!!!!!!

http://www.reclameaqui.com.br/8162964/itaucred/cobrando-insistentemente-de-quem-nada-deve/

 

Recorri à ouvidoria hoje, às 9h15 (Cátia) e a informação foi de que as chamadas já foram inibidas em 08/03 e que o prazo para cessar é de 10 dias.

Comportamento mais desrespeitoso não há.

Absurdo.



Escrito por SIMA às 09h39
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BICHO ESTRANHO

 

 

 

 

Quando me rotulo de bicho estranho, tem gente que se assusta.

Mas só eu não sou o tipo de mulher buldogue que descrevi em posts anteriores? Só eu não vigio cada passo do meu companheiro, nem fiscalizo seu celular ou FACE ainda que estejam escancarados na minha frente? Só eu não implico quando leva as coleguinhas pra almoçar lá em casa ou vai almoçar na casa delas? Só eu não fico criando climinha quando "descubro" algum lugar que tenha ido sem me contar? Só eu lhe dou playboy de presente quando é muito empolgado pela mulherzinha da capa?

Cultivo uma relação leve, sou um bicho estranho.

Só eu prefiro manter distância de cobradores? E por me incomodar prefiro comprar à vista? E quando não dá pra fugir honro as parcelas antes do vencimento? Tudo isso sem incomodar seu-ninguém?

Tenho recebido ligações matutinas vespertinas e noturnas de cobrança a alguém que deixou meu número como “referência”. Referência de quê, minha gente? Referência inversa?

Pago o que devo, sou um bicho estranho.

Outra : só eu sinto arrepios com erros de gente que não sabe escrever na internet? E não tô falando de errar a vírgula, a ortografia, a concordância, tô falando de absurdos como querer dizer inseguro e escrever EM SEGURO; querer dizer diz respeito e escrever DESRESPEITO.

Sei escrever, sou um bicho estranho.

Só eu acho ridículo e patético a pessoa “reclamar” de ressaca contando vantagem?

Pós-carnaval tem muito isso, nénão?

Quando exagero, procuro disfarçar e me viro, nem toco no assunto.

Não bebi porque quis?

Não exagerei porque quis?

Aguentar as consequências do que fiz pq quis sem aporrinhar os outros não é o mínimo que se espera de alguém com um mínimo de maturidade?

Agora, contar isso como se estivesse contanto um feito digno de nota na História da Humanidade, me poupa, vai!

Evito a ressaca, mas se ela me pega, o problema é meu, somente meu, exclusivamente meu e ninguém tem nada com isso. Sou ou não sou um bicho estranho?



Escrito por SIMA às 14h43
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Há tempos não me rendia a uma literatura não espírita.

Saí da rotina com SINCERO, do jornalista alemão Jürgen Schmieder. Despretensioso e bacaninha, mas me cansou pouco antes do fim. Quase desisti. Quase. Mas não sou adepta dessa prática. Ainda bem, pq bem no finalzinho estavam os melhores trechos. Confere aí:

(...) eu já tinha resolvido o conflito com meu pai da forma como nossa família lida com a maioria das brigas. Fala-se a opinião – em geral aos gritos – na cara do outro, então as partes vão cada um para o seu lado, ofendidas, e no próximo encontro não se toca mais no assunto. Vem um abraço carinhoso para se cumprimentar, um papinho sobre futebol, trabalho e família, então toma-se uma cerveja e filosofa-se sobre Deus e o mundo. É um sinal: tudo está em ordem, a gente se ama. Não esquecemos, mas perdoamos. Uma bela prática.

Os moradores de Lake Wobegon, por conta de sua autoimagem embelezada, têm o mau hábito de julgar os iguais como piores do que realmente são. Se alguém se considera acima da média, os outros precisam estar abaixo. O problema nesse caso é que as outras pessoas – que também se consideram incrivelmente belas e talentosas – se sentem prejudicadas, tratadas com injustiça e traídas. E daí surgem brigas, até mesmo guerras. Que bom que, na maioria das vezes, podemos resolver esse problema com uma pequena mentira.



Escrito por SIMA às 09h45
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Buldogues e Cia

Muitas vezes eu não tenho noção.

Encontro conforto na certeza de que é assim com toda a humanidade.

Pq eu haveria de ser diferente?

Acontece, às vezes, de eu ser acometida por uma total falta de malícia, um torpor de inocência infantil que me tira os filtros me tornando a própria PEPA, aquela porquinha espontânea.

Aconteceu com um colega do trabalho E SUA ESPOSA duas vezes.

Na primeira vez, conversava com um colega que tentava fechar minha pulseira. Invadir o cofre do Banco Central é mais simples. Vendo sua dificuldade, soltei:

_ O Laerte é especialista nessa tarefa, ele fecha num instante.

Pois é, Laerte não estava presente, mas sua esposa o esperava num local próximo, ouviu e comentou com ele o ocorrido.

Tempos depois, num restaurante, éramos uma cerca de 30 pessoas, incluindo Laerte e sua esposa, pedidos individuais, garçons confusos... Quando chegou meu arroz com brócolis, a PEPA veio dicumforça:

_ Olha que lindo esse arroz, Laerte, foi vc quem me ensinou a comer arroz com brócolis.

Tempos antes almoçamos com outra turma, sua esposa não estava.  Pedi arroz branco e ele pediu arroz com brócolis. Eu queria gostar de brócolis, coisas verdes são coisas boas, não é assim? Mas nunca havia encarado o desafio. Provei o dele e nunca mais pedi arroz branquelo. Só que aquele momento não era o mais adequado pra dizer aquilo. Eu REALMENTE não vi nada demais, só que processei o comentário, a situação, o lance da pulseira, daí caiu a ficha: afe! Falei demais! Depois fui ver com ele se teve consequência e a resposta foi:

_ Ela falou assim: Nossa, ficou parecendo que vocês vivem almoçando juntos. (coisa sem condição já que quem VIVE ALMOÇANDO com ele é ela mesma) Mas já tô me acostumando com esse jeito da Simone.

Por ESSE JEITO DA SIMONE entenda: sem noção.

Mas enfim, tudo é interpretação, né? Laerte é um colega querido e só. A cara do Harry Potter. Meio nerd, muito inteligente e prestativo. Nosso índice de segundas intenções é ZERO.

O episódio me remeteu de imediato àquele texto da Stella Florence.

Sabe, aquele?

 

Mulheres emburradas seqüestram a paz de seus homens

 

Há duas semanas, escrevi uma lista para a Criativa Online sobre o que os homens devem - e não devem - fazer na cama. Nem preciso dizer que vários homens me escreveram, irados. Quem mandou mexer em vespeiro? Eu falei que eles eram ruins de cama e levei o troco. O principal argumento deles para me achincalhar foi o de que eu só vejo defeitos nos homens e que tomo as mulheres, todas, por criaturas angelicais.

Mentira. Quem acompanha esta coluna sabe que eu jamais poupei ninguém: homem, mulher, animal ou planta. Eu não poupo nem a mim mesma, ora essa! O papel de vítima absoluta não é desejável. Vítimas absolutas têm as mãos atadas: como mudar uma situação, se a responsabilidade pelo que acontece é sempre (e apenas) do outro? Portanto, ninguém aqui nega que nós, mulheres, também fazemos as nossas besteiras - e não são poucas.

Sábado à noite, por exemplo, lá estava eu na Bienal do Livro de São Paulo, autografando 'O Diabo que te Carregue!', quando, ao pegar a programação, vi que dentro de meia hora um amigo meu estaria em outro estande, igualmente autografando seu livro. Portanto, assim que tive uma brecha, fui até onde ele estava. Cinco minutos depois, voltei chateadíssima. Precisei até me recolher alguns minutos para conseguir atender os leitores com a simpatia que eles merecem. O que aconteceu? Te digo já.

Besta afetuosa que sou, minha intenção era dar um grande abraço no meu amigo, lhe desejar boa sorte com o livro novo e voltar correndo ao estande da Rocco. Assim que cheguei, ele me viu e fez sinal para que eu entrasse na área VIP (toda grande editora tem a sua, que consiste numa sala com ar-condicionado, sofás e comidinhas gostosas). Antes que eu pudesse abraçá-lo, porém, eu vi o buldogue. O buldogue é uma morena de longos cabelos cacheados que atende pelo codinome de namorada. Um lobisomem faminto seria mais dócil. Ela me fulminou com um olhar tão pestilento que eu recuei assustada e o abraço que daria no meu amigo virou um ligeiro toque no ombro.

Não foi possível conversar, não foi possível sorrir, não foi possível sequer respirar dentro daquele espaço: o buldogue e seu injustificado ciúme não deixavam. O que deveria ser festa, congratulação, partilha, se transformou em seqüestro. Sim, o buldogue seqüestrou meu amigo. Mas por que um homem inteligente fica com alguém que não suporta o seu sucesso? Por que manter um relacionamento que não soma, mas subtrai?

E eu continuo com minhas perguntas. Por que várias mulheres - isso é terrivelmente comum - agem como generais emburrados, como mamutes de tromba arrastando no chão, como perfeitos abutres ao lado dos seus homens, sobretudo em momentos de conquista? Por que esse medo tacanho da proximidade de amigos, colegas, parentes até? Será que elas acham que assim espantam a concorrência? Então, lamento dizer, tudo o que elas espantam é a alegria, a espontaneidade e a paz ao seu redor.

Agir como um buldogue, fazer marcação cerrada, fechar a cara para qualquer um que se aproxime do seu homem é mais do que um tiro no próprio pé: é um tiro no próprio coração.



Escrito por SIMA às 09h06
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Faro Family



Escrito por SIMA às 15h39
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Enquanto isso, na Bahia...

Não basta ser expert na cozinha, talentosa na organização de eventos, genial na condução do seu blog (http://cozinhafetiva.wordpress.com/), gente fina-elegante-sincera, a multi-competente Katita, ainda é celebrity a ponto de ser convidada a acompanhar Anthony Bourdain em suas andanças gastronômicas pelo Brasil. E não cedendo ao deslumbramento óbvio ao qual muitos se renderiam, opta pelo caminho em que é mestra: lucidez e bom humor, escrevendo de-li-ci-o-sa-men-te consciente  sobre a experiência, confere aí:

 

Eu e o Bourdain

9 de janeiro de 2014

 

Quando a produção do Anthony Bourdain me chamou para uma participação em seu programa, que está sendo gravado aqui em Salvador até sábado, achei bacana, afinal o cara é top e haveria de ser interessante conhecê-lo e trocar idéias com ele, embora não seja fã e não acompanhe os seus programas. Mas estava preparada para qualquer coisa: um cara boçal, um esquema antipático de produção, um aluguel de tempo de gravação para além do bom senso, e coisas que tais. Ainda bem.

A proposta do programa é mostrar comida local por locais, e eu estava lá como civil que manja a cidade e conhece os picos de comida de rua. A mim me coube apresentá-lo à mais típica street food baiana. Adivinha? O acarajé. Eu jamais levaria um amigo para comer aquele acarajé naquele lugar bafônico, mas a produção já havia definido os locais e roteiros, na minha opinião equivocados na escolha dos dias e horários, aliás, penso que eles passaram bem longe pelo que há de melhor aqui, mas enfim, eu não estava ali para isso.

Nunca tive poster nas paredes do quarto e nunca fui deslumbrada por personalidades, e por mais que possa admirar os meus artistas preferidos, consigo enxergá-los como homens e mulheres comuns, o que é bom na hora de lidar com estrelas desta grandeza, assegurando um comportamento adequado e tranquilo de apenas uma mão estendida para um “Nice to meet you”, e nenhuma chance de um ” Can I take a pic with you?”.

Marcamos às 18h30 no Largo da Dinha. Cheguei pontualmente e encontrei algumas pessoas da equipe espalhadas: câmeras captando imagens do por-do-sol, produtoras locais numa mesa, e alguns minutos depois, a equipe americana. Todos pareciam exaustos, e mais tarde entendi naquelas expressões alguma frustração também. Fui apresentada ao diretor e ao produtor, que se esforçaram para parecer simpáticos em sua exaustão, mas não o conseguiram. Sentamos um pouco para discutir a “pauta” e percebi que tudo estava muito solto, e que eles esperavam encontrar mais do que acarajé, abará, queijo coalho com melaço e beiju, no Largo da Dinha (é isso mesmo, produção?), mas era tudo o que tínhamos para aquele hoje. Me vi sugerindo ainda os bolinhos com molhos de pimenta (mas eram escuros e não ficavam bem no vídeo), e também os escondidinhos e arrumadinhos, que pelo jeito também não os havia encantado (!). Daí me limitei a fazer o que estava no meu script, e que não incluía soluções de última hora. O Bourdain? N’algum lugar próximo, aguardando até o momento em que tudo estivesse providenciado para dar o ar de sua graça, if you know what I mean. Uma hora depois que eu havia chegado, a coisa ainda não tinha evoluído muito. Eu aguardava numa das mesas possíveis, com duas produtoras locais (queridas), enquanto o povo se batia de um lado pro outro com aquelas caras blasè. Foi quando eu informei à produção que o meu limite máximo para sair dali seria 21h30. Não sei se por resultado da minha pressão ou não, 30 minutos depois alguém passava o rádio para dizer que o Bourdain poderia chegar em 10 minutos. E chegou.

Chegou, cumprimentou apenas a sua equipe, que só lembrou de me apresentar alguns segundos depois, primeiro sinal de descaso com as pessoas que dispuseram do seu tempo a serviço do benefício alheio. Nos apresentaram, apertamo-nos as mãos e não trocamos nenhuma palavra sobre o conteúdo da prosa a ser gravada. O diretor pediu que fôssemos para a fila do acarajé, onde já guardava lugar uma produtora, e lá entramos. Não fosse a minha iniciativa de puxar conversa não haveria diálogo durante aqueles quinze minutos de fila, e eu realmente não estava entendendo NADA. Quebrei o gelo, pedi um acarajé e um abará, perguntei-lhe como queria o seu, ofereci-lhe guardanapos e molho de pimenta e seguimos para a mesa com cerveja que já estava nos esperando com câmeras posicionadas por todo o largo. Sentamos, conversamos um pouco sobre a origem do acarajé, perguntei-lhe se já havia comido algo parecido em suas andanças e coisas que tais. Ele devorou o acarajé num segundo, e eu sugeri que ele experimentasse o beiju (tapioca) da barraca em frente, que veio logo em seguida, e ele devorou em meio segundo. Tudo muito bem guarnecido de cerveja, cerveja, cerveja.

Finda essa rápida comilança sem direção alguma, o diretor e o produtor se aproximaram, dizendo que tinha ficado muito bom (?) me estendendo a mão e agradecendo, como quem diz “pode ir, querida”. Ótimo, porque a coisa estava muito chata e eu não via a hora de vazar dali e correr para o Póstudo tomar uma com a minha turma. Me levantei lépida e fagueira e estendi a mão para o Bourdain, que me cumprimentou sentado, como se fosse um babalorixá. Era como se ele cumprimentasse um prestador de serviço, como se aquilo fosse uma obrigação minha, ou quem sabe, uma grande sorte. E tive vergonha. Por ele, naturalmente.

Me convidaram para gravar no dia seguinte numa escuna onde haveria uma festa para 30 pessoas, com churrasco, samba e caipirinhas, rumo à Ilha dos Frades, mas declinei do convite para figuração de mulata groupie sem remuneração, o que não deve ter representado nenhum problema para eles, uma vez que centenas de mulheres dariam um braço por este papel. Pay attention, pipow!

Hoje de manhã, enquanto a tal escuna deveria estar saindo, e eu me preparava para defender o meu sustento, não pude evitar um pensamento que me tomou de assalto: a lembrança de colonizadores invadindo as nossas terras, apropriando-se de nossas riquezas, impondo-se como raça superior, fingindo respeito e consideração pelos índios, a mesma dada aos escravos africanos nos porões de seus navios. O ar arrogante daqueles senhores deveria ser semelhante aos que guardo em minha memória de ontem à noite.



Escrito por SIMA às 11h24
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3 X Tiete

 

Quando o querido Brazil Nunes nos convidou pra uma confraternização anos 80, me enchi de empolgação, tava doida pra ir num troço desses, ouvir Dominó, Ovelha, Metrô, Kid Vinil... não foi bem o que rolou por lá, mas enfim.

Ele também comentou que haveria uma surpresa e, não sei pq pensei logo no Afonso ou alguma paquita. Que nada, foi muito melhor.

Markinhos Moura, o cara que embalava as tardes da minha infância no Chacrinha, no Bolinha, na Xuxa, na Mara... cantou Meu mel, Anjo azul, e também música alheia do Fábio Jr., Elis... Pensa!

Já é a terceira vez que escancaro tietagem aqui:

Começou com o Danilo Gentili: http://prasima.zip.net/arch2010-08-15_2010-08-21.html

Depois veio o Rodrigo Faro: http://prasima.zip.net/arch2011-06-26_2011-07-02.html

E agora isso. Como diria minha fiota: Ai meu corassaum!



Escrito por SIMA às 16h25
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A OBSESSÃO PELO MELHOR


 

Estamos obcecados com "o melhor".

Não sei quando foi que começou essa mania, mas hoje só queremos saber do "melhor". Tem que ser o melhor computador, o melhor carro, o melhor emprego, a melhor dieta, a melhor operadora de celular, o melhor tênis, o melhor vinho.

Bom não basta.

O ideal é ter o top de linha, aquele que deixa os outros pra trás e que nos distingue, nos faz sentir importantes, porque, afinal, estamos com "o melhor".

Isso até que outro "melhor" apareça e é uma questão de dias ou de horas até isso acontecer.

Novas marcas surgem a todo instante.

Novas possibilidades também. E o que era melhor, de repente, nos parece superado, modesto, aquém do que podemos ter.

O que acontece, quando só queremos o melhor, é que passamos a viver inquietos, numa espécie de insatisfação permanente, num eterno desassossego.

Não desfrutamos do que temos ou conquistamos, porque estamos de olho no que falta conquistar ou ter.

Cada comercial na TV nos convence de que merecemos ter mais do que temos.

Cada artigo que lemos nos faz imaginar que os outros (ah, os outros...) estão vivendo melhor, comprando melhor, amando melhor, ganhando melhores salários.

Aí a gente não relaxa, porque tem que correr atrás, de preferência com o melhor tênis.

Não que a gente deva se acomodar ou se contentar sempre com menos. Mas o menos, às vezes, é mais do que suficiente.

Se não dirijo a 140, preciso realmente de um carro com tanta potência?

Se gosto do que faço no meu trabalho, tenho que subir na empresa e assumir o cargo de chefia que vai me matar de estresse porque é o melhor cargo da empresa?

E aquela TV de não sei quantas polegadas que acabou com o espaço do meu quarto?

O restaurante onde sinto saudades da comida de casa e vou porque tem o "melhor chef"? Aquele xampu que usei durante anos tem que ser aposentado porque agora existe um melhor e dez vezes mais caro?

O cabeleireiro do meu bairro tem mesmo que ser trocado pelo "melhor cabeleireiro"?

Tenho pensado no quanto essa busca permanente do melhor tem nos deixados ansiosos e nos impedido de desfrutar o "bom" que já temos.

A casa que é pequena, mas nos acolhe.

O emprego que não paga tão bem, mas nos enche de alegria.

A TV que está velha, mas nunca deu defeito.

O homem que tem defeitos (como nós), mas nos faz mais felizes do que os homens "perfeitos".

As férias que não vão ser na Europa, porque o dinheiro não deu, mas vai me dar à chance de estar perto de quem amo...

O rosto que já não é jovem, mas carrega as marcas das histórias que me constituem.

O corpo que já não é mais jovem, mas está vivo e sente prazer.

Será que a gente precisa mesmo de mais do que isso?

Ou será que isso já é o melhor e na busca do "melhor" a gente nem percebeu?


Sofremos demais pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos.  (Shakespeare)
 

Leila Ferreira é uma jornalista mineira com mestrado em Letras e doutora em comunicação em Londres, que optou por viver uma vida mais simples, em Belo Horizonte



Escrito por SIMA às 15h08
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Pelos sites da vida

Meu fiote tem um ursinho de pelucia que ganhou na maternidade.
Ocorre que agarra-se nele pra dormir desde então.
Ocorre que o bixim já vai pros seus 5 anos e está magrelo, descosturando...
Ocorre que ganhei uma tigresa mãe com tigresinho filhote de brinde da Nestlé.
Ocorre que a criança adorou e pedi pra trocar pelo ursinho, que me entregou no ato.
Ocorre que quando fomos escovar os dentes pra dormir, foi logo avisando:
_ Não quero dormir com o tigre...
_ Vc quer aquele urso velho, magrelo e furado, né?
_ Mas vai custuiá....
Tem jeito não.E vou parar com essas tentativas, viu?
Essa lealdade desde o berço é coisa bonita de se ver.
Já encontrei até uma dica ótima no site da Zezé de Souza pra limpar o bixim sem judiar tanto e aumentar seu tempo "de vida".
Outra dica excelente foi essa das chaves:

ACABE COM A CONFUSÃO DE CHAVES

“Quem é de Quem”????
Se você possui muitas chaves e fica confuso(a) na hora de usá-las, o melhor é pintar cada uma delas com uma cor diferente. Basta passar o esmalte e deixar secar. Um esmalte cremoso será sempre a melhor opção – Mas não precisa ser “francesinha” viu!!!!!

Visite tembém: http://www.zezedesouza.com.br/



Escrito por SIMA às 10h09
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